O essencial sobre os testes de cosméticos em animais

 


O QUE SÃO?
Quando desenvolvem ou utilizam novos ingredientes, algumas empresas conduzem testes em animais para avaliar o seu grau de segurança. São testes realizados em animais como ratos, ratazanas, coelhos e porquinhos-da-índia, para testar produtos como cremes, champôs, perfumes, maquilhagem e tinta de cabelo. Estima-se que, anualmente, meio milhão de animais são usados para testes de cosméticos.


QUE TIPO DE TESTES SÃO FEITOS?
Ratos, ratazanas, coelhos e porquinhos-da-índia são submetidos a testes por períodos que variam entre os 28 e os 90 dias. Entre as práticas mais comuns, estão a aplicação de ingredientes na pele ou nas membranas mucosas, como os olhos, e a ingestão ou inalação forçada de ingredientes. Os animais são abatidos no final dos testes.


QUAIS OS ARGUMENTOS CONTRA OS TESTES DE COSMÉTICOS EM ANIM

Os testes em animais são cruéis, causando-lhes mal-estar, sofrimento e morte. A nível científico apresentam limitações, pois diferentes espécies reagem de formas diferentes aos mesmos componentes. Resultados de testes em animais podem não ser relevantes para humanos. Existem dezenas de testes não-animais validados para uso, bem como milhares de ingredientes que não precisam de voltar a ser testados.


OS TESTES SÃO LEGAIS NA UE? E O QUE SE PASSA COM A CHINA?

Em 2013, a União Europeia proibiu os testes de ingredientes e cosméticos em animais, bem como a venda de produtos testados. No entanto, o governo chinês conduz, obrigatoriamente, testes em animais em todos os produtos cosméticos importados para o país. Isto significa que mesmo que uma empresa de cosméticos não teste os seus produtos ou ingredientes em animais, se exportar para a China não pode ser considerada cruelty-free.


O QUE PODEMOS FAZER?

O objetivo dos grupos e associações que trabalham para banir os testes de cosméticos em animais é a criação de legislação que proíba estes testes nos países que ainda os realizam. Enquanto consumidores, podemos exercer pressão sobre as empresas, assinar petições e mostrar preferência por marcas cruelty-free, optando por boicotar as que são cúmplices dos testes em animais. 


FONTES

www.humanesociety.org

www.crueltyfreeinternational.org

Enviar um comentário

© Nádia Carvalho Nunes. Design by Fearne.